terça-feira, 28 de abril de 2009

Cade O Marketing?

O modesto movimento de compra de ingressos até a noite desta segunda-feira (7 mil) não dimensiona a magnitude da partida de hoje, às 19h30min, diante do Boyacá Chicó. “É jogo jogado”, muita gente pensa – e é bem provável que estejam certos. Não importa. É dia de mostrar aos atletas que a torcida será o 12º jogador nos mata-matas. Será uma noite para celebrar a primeira colocação geral da Libertadores. Não é pra qualquer um. Estamos invictos na Copa. Atenção! É da Copa Libertadores da América!!! Ouviram!? Falam por aí que caímos num grupo fraco, o que é verdade. E daí? Sorte a nossa. Tem time que ganha clássico por pura sorte. Por que querem tirar o nosso direito de fazer aproveitar um grupo que é uma babinha?
Garantido nas oitavas, e com o segundo jogo em casa, é hora de se começar uma campanha massiva para entupirmos o Olímpico na partida de volta. Entupir de verdade, de não caber mais ninguém no estádio. Duvido que os 11 que estarão em campo deixem de suar sangue ao verem 45 mil fanáticos alentando sem parar. Alô, direção! É hora de usar o marketing. Não precisa nenhum Peter Drucker na Azenha para fazer com que mais gente se associe. Estou falando de gente, que torce, que apóia e que paga uma mensalidade. Não vale gato, cachorro e papagaio. Vamos lá: já somos 52 mil sócios em dia. Contanto apenas os sócios, podemos ter casa cheia sempre. E “sempre”, daqui para adiante, será Libertadores e Brasileiro. Vencer sempre em casa, fazer o adversário tremer ao sentir o bafo na nuca. Vejam só: a primeira partida do Brasileiro, contra o Santos, valerá a mesma coisa do que a última, lá no final do ano. Por míseros 3 pontos não fomos campeões ano passado. Enfim, é preciso haver uma forte campanha... algo do tipo “casa cheia sempre”. Sorteiem camisas e títulos de sócio, chamem os ídolos de sempre, avisem que vai ter show do Wander Wildner, coloquem umas cheerleaders pra animar a galera! Alguma coisa dessas aí já ajuda a tapar o buraco deixado pela falta de ceva.
Já foi provado por A+B que somos a maior torcida do Rio Grande. Comprovamos isso com as excelentes médias de público dos últimos Brasileiros. Somos a torcida que sempre apóia. Quando uns babacas pensam em vaiar o time, o resto manda tomate cru. Falam que é coisa de time pequeno aplaudir na derrota. Pois eu digo que poucas vezes sentimos mais orgulho de ser gremista do que nestes momentos. Lembro, especialmente, da final da Copa do Brasil contra o Corinthians em 95 e do último jogo do ano passado, contra Atlético Mineiro. Se não deu para vencer o jogo ou mesmo o campeonato, paciência. A alma prevalece. O orgulho segue. O pós-derrota também é um momento para se vestir a camisa. Na vitória é fácil... Lembro de um outro time que ficou vinte e tantos anos sem ganhar nada expressivo: as camisas cheiravam a naftalina quando – raramente – iam às ruas. Era a vergonha pela insignificância, por ser coadjuvante. Nós, mesmo na ruim, mostramos o nosso valor. 2005 jamais será esquecido, e tem gente que não entende por que este sentimento não se termina...
O fato é que o manto azul jamais cheirará a naftalina ou ficará escondido no guarda-roupa por 20 e tantos anos. Por isso, somos a maior torcida do Sul. Por isso, temos excelentes médias de público e renda. Por isso, o Grêmio é o clube que mais vende pay-per-view no Sul do país. Por isso, somos o clube do Estado que mais recebeu apostas na Timemania 2008. Contra fatos não há argumentos. A pesquisa “a voz do empresário gaúcho”, da Qualidata e da ESPM, aponta o Grêmio com a lembrança de 54% dos consultados. Um segundo colocado aparece distante, com 35%. Ok., a pesquisa é feita com empresários, mas nem por isso somos o time da elite. Querem uma prova: em outro levantamento, no Top of Mind, da Revista AMANHÃ, o Tricolor aparece como a marca mais lembrada no futebol do RS pelo 14º ano consecutivo. Como se não bastasse abocanhar 49,5% dos consultados (contra 42,9% do segundo colocado), nas classes D/E, ou seja, NO POVÃO, o Grêmio aparece com 47,3% das respostas (contra 44,6% do segundo colocado).
Aí estão apenas alguns pontos que poderiam ser explorados exaustivamente por quem comanda a instituição. Enquanto eles não fazem a deles, façamos a nossa. Vamos lá “geraldinos”, “socialistas” e “cadeirantes”, cantemos em uníssono. Juro que sempre escrevo só para a maior torcida do Rio Grande, mas, ainda assim, representantes da segunda maior torcida do Rio Grande teimam em dar as caras por aqui. Enfim, não dá nada, não é feio querer aprender, buscar um benchmark. O fato é que o texto de hoje manda um recado para a maior torcida. Por isso o título é “À maior torcida”. Para quem está aqui de metido e não tem um pingo de estudo, não me custa explicar: esta crase (é um risquinho que tem acima do A) substitui um “para a”, entende!? É para nós, tricolores, imortais, pelejadores, amantes do futebol força e raça!

Bueno, dito isso, me voy... mas não agora. Só lá pelas 18h. 
É terça-feira... eu sei. E não é jogo de segundona, não. É LIBERTADORES!!! 

(Ricardo Lacerda)

Saudaçoes Tricolores

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